Título do Artigo    Autor    Palavra-chave  
Pesquisar:
Ver carrinho (2)
25 
Nº 36 >

Editorial


  • Ana Moscoso
    Psicose Dissociativa, Psicose Histérica, Trauma

    As Psicoses Dissociativas Reactivas constituem uma variante da(s) chamada(s) Psicose(s) Histérica(s) e podem entender-se como uma manifestação ou resposta de stress pós-traumático que se apresenta mediante alucinações, delírios, despersonalização e comportamentos bizarros (Hollender & Hirsch, 1964)1 muitas vezes com amnésia para o ocorrido. Na génese desta psicose reactiva, a dissociação induzida pelo trauma tem um papel essencial e surge como mecanismo de defesa contra eventos de vida impossíveis de suportar. Neste artigo propõe-se a utilização na prática clínica desta entidade psicopatológica, ilustrando-se a mesma através de um caso clínico sobre uma jovem adolescente.

  • Joana Calejo Jorge, Manuela Araújo, Cristina Tavares, Graça Fernandes
    Perturbação do espectro do autismo, Atraso global do desenvolvimento, Stress materno

    O presente trabalho debruça-se sobre as vivências e sentimentos de mães de crianças que apresentam Perturbação do Espectro do Autismo (PEA). Após algumas considerações sobre a PEA e uma breve revisão da literatura sobre o impacto vivencial da patologia nas mães destas crianças, apresentam-se os resultados de um estudo realizado na Unidade de Primeira Infância do Centro Hospitalar do Porto sobre as vivências e sentimentos de mães de crianças com PEA. Para avaliação da especificidade das crianças com PEA, foi usado um grupo de controlo (mães de crianças com atraso global do desenvolvimento sem psicopatologia). Foram realizadas entrevistas a dez mães de crianças com PEA e a dez mães de crianças com atraso global do desenvolvimento, com idades ompreendidas entre os 4 e os 10 anos de idade. A análise dos discursos das mães revela a unicidade e intensidade da experiência de ter um filho com PEA. Por outro lado, comparando com as mães de crianças sem psicopatologia, verifica-se a especificidade das vivências das mães de crianças com PEA. Pretende-se com este trabalho sensibilizar para a especificidade da maternidade face à problemática do Autismo e para a necessidade de uma abordagem multidisciplinar no acompanhamento destas crianças e suas famílias.

  • José Estrada, António Trigueiros
    Adolescência, Borderline

    Os autores procuram fazer uma breve apresentação de uma Vinheta Clínica apresentada no XIV Colóquio da Revista Portuguesa de Pedopsiquiatria e que é relativa a jovem de 13 anos, internada no Serviço de Pedopsiquiatria do Hospital Dona Estefânia, em 2012. Posteriormente são discutidos alguns aspectos do seu funcionamento que apontam para uma organização estado limite. Por último, os autores descrevem o plano terapêutico delineado e a evolução clínica. Foi pedido consentimento informado aos pais para a apresentação do Caso Clínico.

  • Marco Torrado
    Pai, Vinculação, Figura materna, Desenvolvimento, Lei do pai

    Pese embora a díada mãe-bebé constitua uma dimensão nuclear do desenvolvimento humano, nos seus múltiplos determinantes, o crescente interesse pelo papel do pai no domínio da investigação salienta a importância desta figura, evocando concepções que, em certa medida, a clínica de inspiração psicanalítica cedo formulou. Discutem-se contributos recentes em torno das particularidades observadas na interacção pai-bebé e da sua relevância quer para a construção identitária, quer para o risco de desenvolvimento de perturbações da regulação emocional. Reflecte-se ainda sobre a importância da ‘lei do pai’ enquanto instância simbólica estruturante do desenvolvimento psicológico das crianças e adolescentes, feita predominantemente na presença de um pai real, e no modo como o sistema social tem evoluído na tentativa de garantir esse pilar cofundador do psiquismo.

  • Maria Garrido Campeão Moura
    Adolescência, Identidade, Psicose inaugural, Depressão, Self

    Emergem muitas questões no despoletar do primeiro episódio psicótico e da sua relação com a adolescência, fase em que a consolidação da Identidade é uma das mais importantes aquisições. Nesse sentido, dar-se-á enfoque às questões identitárias na sua relação com a vulnerabilidade psicopatológica. Acresce essencial tentar descriminar o significado da expressão fenomenológica da psicose. Pretende-se ilustrar, a propósito de um caso clínico de um adolescente com 15 anos, com um episódio psicótico inaugural – e internado num Serviço de Pedopsiquiatria –, as características fenomenológicas do processo psicótico, nomeadamente no que concerne aos três distúrbios básicos do quadro psicótico (Perturbação da Actividade do Ego, perda dos limites do Eu e Fragmentação do Ego). Levantam-se varias questões no que concerne à discussão diagnóstica em relação ao quadro subjacente, numa perspectiva descritiva e, paralelamente, numa perspectiva mais compreensiva do quadro, onde se explanam as questões em torno da identidade. Cada vez mais será essencial a integração de aspectos biológicos e ambientais com fim a uma psiquiatria compreensiva.

  • Marie Rose Moro, Viviani Carmo Huerta
    Clínica transcultural, Adolescência, Imigração, Risco, Criatividade

    Neste artigo buscaremos apontar os riscos da situação transcultural para os adolescentes filhos de migrantes. A entrada do adolescente filho de migrante no laço social será um processo de dupla inscrição, na cultura familiar de origem e na cultura do país de acolhida, sob o risco de deriva subjetiva e sofrimento quando os aspectos fundamentais a este processo não são contemplados ou são conflitantes. Para a construção de suas bases narcísicas sólidas, o adolescente deverá se apoiar nas representações imaginárias de seu lugar numa ficção familiar e na eficácia da transmissão simbólica dos traços de cultura parental. Mas não apenas, pois no âmbito externo, do social, a força das afiliações – no país familiar de origem e no país de destino – deverão garantir aos sujeitos um lugar positivo no campo social, não marcado pela exclusão. Serão essas as condições para a inscrição psíquica desses adolescentes numa dupla cultura. Isso lhes permitirá fazer a passagem do risco de vulnerabilidade da situação transcultural, para aceder a sua dimensão criativa.

  • Teresa Santos Neves, Maria José Vidigal
    Psicoterapia psicanalítica, Supervisão, Esperança, Desenvolvimento infantil

    O presente art igo apresenta um caso cl ínico de uma psicoterapia psicanalítica de uma criança, acentuando a necessidade de um tempo de seguimento terapêutico suficientemente longo, para que fosse retomado o processo de desenvolvimento e se alcançasse uma evolução harmoniosa dos aspectos cognitivos e emocionais. Além disso, é posto em relevo a persistência e a esperança da psicoterapeuta, entendida como a projecção no objecto da esperança do próprio paciente, assim como o papel desempenhado pela supervisão.

Nº 35 >

Editorial


Nº 34 >

Editorial


Nº 33 >

Editorial


Nº 32 >

Editorial


<< 1 2 3 4 5 >>